Sindicatos prometem greve geral no DF a partir desta quinta

Uma reunião estava marcada para hoje no Palácio do Buriti, mas as categorias deixaram o local sem chegar a um acordo


Uma greve geral dos servidores do Governo do Distrito Federal está marcada para iniciar a partir desta quinta (7). Uma reunião estava marcada nesta quarta (6) entre sindicalistas e o governador na intenção discutir uma proposta para o pagamento dos reajustes salariais. Rodrigo Rollemberg participou apenas da abertura do encontro e, quando saiu do local, os sindicalistas também foram embora sem chegar a um acordo. O Secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas, foi deixado sozinho na reunião.

Professores e orientadores da rede pública ainda não decidiram se vão aderir à paralisação. De acordo com o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), uma assembleia está marcada para amanhã, às 9h, na Praça do Buriti.

Reajustes - Os sindicatos prometem engrossar, já que, até agora, o governo disse que terá recursos para  pagar somente a partir do mês de maio de 2016.

A Secretaria da Fazenda trabalha para apresentar números que comprovem a grave crise financeira anunciada pela equipe econômica da atual gestão. Mas os sindicatos já preparam  argumentos para mostrar que o Buriti tem que cumprir as leis que reajustaram os salários de mais de 30 categorias.

Com os recursos do Iprev -  remanejados pelo governo para pagar os salários dos aposentados e, com isso, ter recursos para depositar os salários dos servidores em dia - , sindicatos argumentam que o governo deve sair dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Até o fim do ano, a projeção de gastos com pessoal deve ultrapassar o limite prudencial em R$ 1,250 bilhão, pouco menos que o  valor que deve chegar ao Tesouro com os recursos do Iprev - R$ 1,3 bilhão -  e a redução da contribuição do governo com o fundo - de 22% para 16%.

Para Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde, não há mais desculpa para não cumprir as leis, aprovadas pela Câmara Legislativa em 2012. “Quando falei que ia apoiar o remanejamento dos recursos do  Iprev, eu sabia que o governo sairia dos limites da Lei”, contou.

Sobre a reunião de hoje, restaram poucas esperanças.  “Tenho expectativa de que, com a greve, o governo consiga enxergar que nós sabemos fazer contas e ir atrás dos nossos direitos”, citou.

Ponto de vista - As categorias esperam que  o governo apresente uma proposta que tenha condições de, pelo menos, ser avaliada. Palavras de Rosilene Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF). “Quando o governo propõe cumprir a lei em maio e não discutir o retroativo, é por que quer que as categorias façam greve”, observou a sindicalista. Ela explica que, se a proposta não for sensivelmente melhorada, várias categorias devem deixar de prestar serviços. O Sinpro faz assembleia amanhã, de manhã, na Praça do Buriti, para deliberar sobre a paralisação. Antes do ato unificado, que começará em frente à Câmara Legislativa, às 10h.

Números:

1,3 bi - É o valor que será incrementado nos cofres do DF neste ano, com recursos do Iprev e a diminuição da contribuição do governo com a alíquota da Previdência.

1,250 bi - É o valor que o governo deve ultrapassar do limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal até o fim deste ano.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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