O Grupo Cultural Pé de Cerrado convida o público brasiliense para um encontro especial no dia 3 de outubro, às 20h, no Teatro dos Bancários, quando realiza o pré-lançamento do álbum Florescer. Com mais de 25 anos de trajetória dedicados à pesquisa, valorização e celebração das culturas populares brasileiras, o grupo traz ao palco um espetáculo que se apresenta como um manifesto poético-musical, um convite à escuta profunda e ao reencontro com a essência do ser.
O repertório do novo trabalho transita por sonoridades orgânicas e ritmos tradicionais como Carimbó, Maracatu, Caboclinhos, Bumba Meu Boi, Coco e Afoxé, reafirmando o diálogo constante do Pé de Cerrado com mestres e tradições de diferentes regiões do Brasil. “Florescer nasceu desse desejo de olhar para dentro e, ao mesmo tempo, para o mundo que nos cerca. É um chamado à escuta, à ancestralidade e à potência coletiva que nos faz seguir criando”, afirma Pablo Ravi, um dos idealizadores do grupo.
A noite contará ainda com participações especiais de Luana Castanho (Céu de Anil), Lirys Catarina & Thábata Lorena (Salve), o grupo indígena Walê Fulni-ô (Coco de Toré), além de Dani Nery (Ventoinha de Canudo), Rafael dos Santos, David Nogueira e Vivianne Macena.
Uma trajetória marcada pela cultura popular
Fundado em 1999, após a montagem da trilha sonora da peça A Pena e a Lei, de Ariano Suassuna, o Pé de Cerrado nasceu da inquietação de jovens artistas recém-formados pela Escola de Teatro Dulcina de Moraes. Ao longo dos anos, consolidou-se como um coletivo formado por multi-instrumentistas, atores e pesquisadores comprometidos com a difusão das expressões culturais brasileiras.
O grupo já lançou três CDs e dois DVDs, criou mais de seis espetáculos e promoveu oficinas para públicos adulto e infantil. No currículo, constam apresentações em diversas cidades do Brasil e turnês internacionais, como a participação no projeto Brasil Junino na Europa.
Entre os momentos históricos, destaca-se o projeto Ensaio Aberto (2002–2003), que reuniu semanalmente mais de duas mil pessoas na AABR e contou com nomes como Hermeto Pascoal, tornando-se referência na cena cultural de Brasília. Atualmente, o Pé de Cerrado é responsável pela Mostra Cultura Candanga, que integra artistas locais e de outros estados em um movimento plural e inclusivo.
Reconhecimento e premiações
A relevância do grupo foi consagrada por importantes prêmios, entre eles: Prêmio Sesc Tom Jobim (2007) – com a música “Viva o Côco”; Melhor trilha sonora na Mostra de Cinema B.O (2013) – pelo filme Severino quer Gravar; Prêmio Dulcina de Moraes (2014) – pelo espetáculo Pé de Moleque; Prêmio FAC Cultura e Cidadania (2018) – reconhecimento pela atuação nas culturas populares do DF; Prêmio FAC Brasília 60 (2020) – por contribuição cultural durante a pandemia; e Prêmio Mestre Zezito (2024) – honraria dedicada a mestres e coletivos da cultura popular no DF.
Espetáculo plural e envolvente
Os shows do Pé de Cerrado unem música, dança, circo, teatro, poesia e folclore, conquistando públicos de todas as idades e classes sociais. Com humor crítico, improviso e forte participação do público, cada apresentação se torna única. O grupo faz da diversidade de linguagens um caminho para emocionar, divertir e provocar reflexões, reafirmando que Brasília é também um polo de resistência e inovação cultural.
O pré-lançamento de Florescer simboliza mais que a estreia de um álbum: representa um marco na trajetória do grupo, que continua semeando e cultivando a cultura popular com frescor, ancestralidade e contemporaneidade.




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