Porque todo dia é Dia das Crianças — e a festa continua na Quadra Lúcio Costa. No próximo sábado, 18 de outubro, às 16h30, a Praça do Abacateiro (QE 04) será palco de mais uma edição do projeto Histórias na Praça, com a presença dos contadores de histórias Edson e MEGr. A atividade, gratuita e aberta ao público, conta com o apoio da Ampluc e da Mala do Livro, iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.
Criado em 2001, o Histórias na Praça nasceu do desejo do casal Edson e Margarete (MEGr) de compartilhar o poder transformador da leitura com a comunidade. “Quando fomos morar no Lúcio Costa, começamos a organizar atividades de contação de histórias nas praças da região”, relembra Edson. “Levávamos nossos filhos e outras crianças para ouvir histórias e participar de eventos culturais.” O que começou como uma reunião familiar cresceu e se tornou um projeto reconhecido, que há mais de duas décadas leva livros, arte e imaginação às praças do Guará e de outras regiões do DF.
Em 2008, o casal incorporou ao projeto a Mala do Livro, iniciativa que estimula o empréstimo e a circulação de obras literárias em comunidades. A partir daí, as atividades se expandiram, alcançando famílias do Guará I e II e diversas cidades satélites. A proposta é simples e poderosa: levar livros, histórias e atividades lúdicas para os espaços públicos, promovendo o prazer da leitura de forma acessível e divertida.
Mais do que incentivar o hábito de ler, o projeto fortalece vínculos afetivos e comunitários. “Nosso objetivo sempre foi criar um espaço onde as pessoas pudessem se reunir, compartilhar histórias e experiências”, destaca Edson. “Vimos a transformação nas crianças, que passaram a se interessar mais por livros e a desenvolver o gosto pela leitura.”
Para MEGr, a força do projeto está na troca e na emoção que nasce em cada encontro. “Contar histórias é mais do que entreter — é uma forma de aproximar as pessoas. Cada livro aberto é uma janela para novos mundos, mas também um espelho onde as crianças se reconhecem. Quando estamos na praça, vemos o brilho nos olhos delas, a curiosidade, a imaginação florescendo. É ali que percebemos que a leitura pode transformar, unir famílias e fortalecer a comunidade. Nosso maior presente é ver que as histórias continuam ecoando, muito depois que o evento acaba.”
Hoje aposentados — ela, do Jardim de Infância Lúcio Costa, e ele, da Escola Classe 02 do Guará —, Edson e Margarete continuam a espalhar encantamento com a arte de contar histórias. A dupla participa de eventos, ministra cursos e atua como voluntária em ações culturais. Recentemente, representaram o DF no Encontro de Contadores de Histórias em Araxá (MG), promovido pela Associação Amigos da História.
Neste sábado, a Praça do Abacateiro volta a ser o cenário da imaginação e da convivência. Entre livros, risadas e histórias, o evento reforça uma mensagem simples e poderosa: ler é um ato de afeto, e a praça é o coração vivo da comunidade.


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