Folha do Guará

“Mulheres Guerreiras: arte com fogo” transforma exposição em experiência de travessia e resistência em Brasília

 

Brasília recebe, no próximo dia 24 de abril, sexta -feira uma experiência artística que ultrapassa os limites tradicionais de uma exposição. Mulheres Guerreiras: arte com fogo chega como um chamado sensível e potente, propondo ao público uma imersão nas marcas, nas forças e nas narrativas que atravessam os corpos e as memórias femininas.

A mostra é assinada pela artista Lola, com curadoria de Lívia Mariano, estabelecendo um diálogo consistente entre criação e leitura estética, potencializando o alcance simbólico das obras apresentadas.

Lola é uma artesã que utiliza a técnica ancestral da pirografia como expressão de arte contemporânea. Sua exposição destaca 40 mulheres que foram verdadeiras inspirações, promovendo o empoderamento feminino e mostrando a força da mulher como um ser livre e detentor de poder sagrado

A abertura acontece às 15h, no IPHAN — localizado no SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre IPHAN, Asa Sul, Brasília (DF) — reunindo arte, escuta e partilha em um mesmo espaço. Mais do que contemplação estética, a proposta é provocar presença — um convite direto para encarar histórias que muitas vezes permanecem silenciadas, mas que seguem pulsando como resistência viva.

Cada obra apresentada carrega intensidade e simbolismo. O fogo, elemento central da exposição, surge como metáfora de transformação: queima, marca, mas também ilumina e renova. Os traços, as texturas e as composições revelam atravessamentos profundos, evocando dor, força e renascimento em uma mesma linguagem visual.

A programação tem início com uma roda de conversa, pensada como espaço de escuta ativa e conexão. Nesse momento, o público é convidado a desacelerar e se permitir atravessar não apenas pelas obras, mas também pelas palavras, pelos silêncios e pelas vivências compartilhadas. A proposta reforça a ideia de que o encontro coletivo é, por si só, um ato político e transformador.

Mulheres Guerreiras: arte com fogo se constrói, portanto, como território de troca e reconhecimento. Ao reunir diferentes experiências femininas em um mesmo ambiente, a exposição evidencia que, quando mulheres se encontram em verdade, há movimento — interno, coletivo e social.

A visitação segue aberta ao público até o dia 12 de junho, ampliando a oportunidade para que mais pessoas possam vivenciar essa experiência sensorial e afetiva que vai além da arte expositiva tradicional.

A expectativa é de que o evento mobilize não apenas o circuito artístico, mas também todos aqueles dispostos a vivenciar a arte como experiência profunda. Mais do que ver, trata-se de sentir.

O convite está lançado: chegar com o coração aberto e permitir que a arte, em sua potência incendiária, provoque novos olhares e desperte sentidos.



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