Prefeita comunitária denuncia supostas irregularidades em obra na QE/QI 03: cortes de árvores, risco ambiental e falta de transparência

A comunidade da QE/QI 03 vive dias de preocupação com as obras de construção, pela Pegasus Construtora e Metalúrgica, do que seria uma suposta academia da Rede Smart Fit em terreno de propriedade da Emmanuela Viana Imóveis na QE 03 - Área Especial B

De acordo com a prefeita comunitária, Aracely Ribeiro, a obra supostamente apresenta uma série de irregularidades que vão desde o corte não autorizado de árvores até a ocupação de áreas que não pertencem ao empreendimento, colocando em risco a segurança, a mobilidade e a preservação ambiental da região.

Segundo Aracely, a área em questão tem histórico de destinação pública. Originalmente prevista para equipamentos educacionais e até cogitada para abrigar uma agência do Correios, acabou sendo utilizada por uma escola particular, que anos depois perdeu parte do espaço em disputa judicial com a Escola Classe 1. “Essa área sempre foi considerada de uso público. Após a demolição da escola particular, ficou abandonada por anos, com placas de venda e vegetação crescendo. Muitas árvores ali têm mais de 30 anos”, relatou.

A prefeita comunitária afirma que, recentemente, piquetes e tapumes foram instalados cerca de quatro metros à frente da área original, avançando sobre a faixa verde usada pela população para caminhadas e exercícios. “Dá a impressão de que querem se apropriar de uma parte que não pertence ao empreendimento. Já falaram que será uma academia da Smart Fit, mas não há clareza sobre os limites e a legalidade dessa obra”, destacou.

Outro ponto de alerta é o corte de árvores. De acordo com a legislação, a remoção de qualquer árvore no Distrito Federal deve ser autorizada pela Novacap, que também é responsável pela execução. No entanto, segundo Aracely, funcionários da própria construtora estão realizando os cortes sem autorização. “Fotografei trabalhadores subindo em árvores sem qualquer equipamento de segurança, cortando galhos próximos à rede de alta tensão. Isso coloca em risco não só os funcionários, mas toda a comunidade. É irregular e perigoso”, denunciou.

A preocupação da comunidade vai além da derrubada de árvores. Para Aracely, a obra poderá causar um impacto ambiental irreversível, aumentando o fluxo de veículos em uma região que não tem estrutura de estacionamento. “Se avançarem sobre a área verde, o próximo passo pode ser transformar em estacionamento. Isso significaria a morte total da vegetação e um aumento de riscos para pedestres, atletas e moradores, já que o espaço não foi planejado para receber esse tipo de empreendimento”, alertou.

Outra irregularidade apontada é o uso clandestino de energia elétrica. “Eles puxaram fios diretamente de um poste, o famoso ‘gato’. Só depois que a comunidade começou a filmar e denunciar colocaram uma placa da obra, que antes estava escondida. Tudo isso demonstra falta de transparência e responsabilidade”, afirmou.

Para Aracely, o caso exige uma resposta imediata dos órgãos públicos. “Estamos cobrando providências da Administração Regional e da Novacap. O que está acontecendo aqui não respeita a legislação, nem a comunidade, nem o meio ambiente. É urgente que as autoridades investiguem e impeçam o avanço de mais um processo de degradação do Guará”, concluiu.



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  1. Estão querendo empurrar está obra de guela a baixo, várias irregularidades. Multa pelo corte da árvore e apropriação indevida de Área

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