Entre os dias 13 e 15 de março, aconteceu a quarta edição do Festival Capoeira na Quebrada, um evento que já se consolida como uma importante ação de fortalecimento cultural, educacional e social nas periferias do Distrito Federal. Reunindo projetos sociais, mestres, professores e alunos da capoeira, o festival foi marcado por momentos de emoção, aprendizado e celebração da ancestralidade afro-brasileira.
Com a participação de cerca de 200 crianças e adolescentes, o encontro promoveu o tradicional batizado e troca de cordas dos alunos dos projetos sociais participantes, todos vinculados à escola Abadá Capoeira, sob a supervisão do Mestre Morcego. A cerimônia simboliza crescimento, disciplina e continuidade dentro da capoeira, reforçando valores como respeito, coletividade e perseverança.
Os projetos sociais envolvidos foram:
Projeto Social Força na Baqueta – Mestrando Sorriso (Areal), atendendo em média 80 crianças e adolescentes
Projeto Capoeira Crixás – Instrutora Coral (São Sebastião), com 30 crianças
Casa GOG – Graduada Lola (Guará), com 45 crianças e adolescentes
Projeto Ginga Boa – Graduado Cliff e Graduada Índia (Taguatinga), com 50 crianças e adolescentes
O festival também contou com a presença de importantes nomes da capoeira nacional e internacional, entre eles Mestra Edna (Brasília/New York), Mestre Eddy (São Paulo), Mestranda Moema (Bahia/São Paulo), Mestrando Morceguinho (Rio de Janeiro) e Professor Leleco (Sergipe) e Professora Jasmim (Minas Gerais / Florianópolis) além de outros convidados que fortalecem a rede de saberes e a continuidade dessa arte-luta.
Um dos momentos marcantes foi a participação especial do Grupo Batalá, coletivo de percussão formado por mulheres, que trouxe ainda mais potência cultural ao festival, promovendo um espetáculo de ritmos afro-brasileiros que contagiou o público e reforçou o protagonismo feminino na cultura popular.
Mais do que um evento cultural e esportivo, o Festival Capoeira na Quebrada reafirma o papel da capoeira como ferramenta de transformação social.
“Ao som do berimbau ecoam vozes ancestrais, contando histórias de resistência.”
A iniciativa fortalece o trabalho de base realizado pelos projetos sociais nas comunidades, oferecendo às crianças e adolescentes caminhos de pertencimento, identidade cultural, disciplina e esperança através da arte, da música e do movimento.
O sucesso da quarta edição reafirma a importância de investir e apoiar ações culturais comunitárias que mantêm viva a tradição da capoeira e ampliam oportunidades para a juventude das periferias.
Capoeira é resistência. Capoeira é educação. Capoeira é comunidade





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