Até que enfim! Depois de um mês de expectativa, placas, promessas e muita conversa fiada, começaram nesta terça-feira (14) as obras de reforma da quadra poliesportiva e do parquinho infantil da Praça da QI 5, no Guará I. O início dos trabalhos com a colocação do novo piso da quadra poliesportiva marca o fim de uma longa espera que virou assunto recorrente nas redes sociais e na mídia local, entre ironias, reclamações e um certo humor involuntário.
Afinal, quem passou pela praça nas últimas semanas pôde ver o clássico símbolo do progresso brasiliense: placas novinhas anunciando a reforma... mas nenhuma pá de terra sequer mexida. A cada dia sem operário, aumentava o coro de moradores perguntando se as obras eram reais ou apenas mais uma miragem administrativa.
Segundo a Administração Regional do Guará, a intervenção faz parte de um conjunto de melhorias voltadas à revitalização dos espaços públicos, com o objetivo de oferecer mais qualidade de vida e segurança para a população. A justificativa é bonita — quase poética —, mas o povo da QI 5 já aprendeu a traduzir burocratês: vamos ver se agora vai mesmo.
A situação da praça já havia sido destaque na imprensa local que há meses vêm relatando o abandono do espaço, a deterioração da quadra, brinquedos quebrados, e o acúmulo de lixo. As matérias apontavam também a falta de manutenção constante e problemas graves na iluminação pública, um problema que se repete em várias praças da cidade, onde o mato cresce mais rápido do que o ritmo das promessas.
Agora, com as máquinas finalmente ligadas, o clima é de esperança cautelosa — misturada com aquele tradicional ceticismo guaraense. Moradores comemoram o início da obra, mas muitos já fazem apostas sobre quanto tempo vai durar o entusiasmo e se, de fato, a praça voltará a ser o ponto de lazer que já foi um dia.
Enquanto isso, segue a máxima: no Guará, cada reforma é um evento. E cada obra que começa — ainda que com um mês de atraso — já merece comemoração. Porque, convenhamos, no ritmo em que andam as melhorias públicas, ver um operário trabalhando é quase um espetáculo à parte.

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