De acordo com relatos da comunidade, a passagem está tomada por sujeira, mato e falta total de manutenção urbana. Além do desconforto cotidiano, a situação representa risco real à segurança: a baixa visibilidade e o aspecto degradado transformaram o espaço em ponto vulnerável, inclusive com possibilidade de emboscadas e ações criminosas, especialmente no início da manhã e no período noturno.
Trata-se de uma quadra tradicional do Guará, com grande circulação de moradores, trabalhadores, idosos e estudantes. A inexistência de uma passagem de pedestres devidamente estruturada obriga muitos a improvisarem trajetos, expondo-se a riscos desnecessários. Para os moradores, o problema não é novo — o que se renova é a frustração diante da ausência de respostas concretas por parte do poder público.
Em meio ao calendário eleitoral, a cobrança ganha ainda mais peso político. A comunidade questiona a recorrente distância entre discursos e ações efetivas, lembrando que demandas básicas de infraestrutura urbana não podem ser tratadas como favores ocasionais, mas como obrigação permanente da Administração Regional.
Diante da inércia institucional, os moradores dos Conjuntos J e K decidiram se organizar. Um abaixo-assinado está em elaboração e será protocolado junto à Administração Regional do Guará, formalizando a reivindicação por uma solução definitiva para o local. A expectativa é que o documento force a Administração a sair do campo das promessas e apresente um cronograma objetivo de intervenção.
O apelo é simples e direto: limpeza imediata, recuperação do espaço e construção de uma passagem de pedestres segura, iluminada e acessível. O que está em jogo não é apenas urbanismo, mas o direito básico de ir e vir com dignidade e segurança. Resta saber se, desta vez, a Administração Regional ouvirá a voz da comunidade antes que o problema se transforme em mais um caso anunciado de descaso urbano no Guará.

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