O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), cumpriu uma extensa e politicamente significativa agenda no Guará marcada por compromissos institucionais, escuta popular, diálogo com a juventude e posicionamentos firmes sobre a crise que envolve a Feira do Guará. A passagem pela cidade reuniu ações simbólicas, articulação política e críticas diretas à condução do Governo do Distrito Federal no que diz respeito à gestão das feiras públicas e à instabilidade enfrentada pelos feirantes.
A agenda teve início na Unidade Básica de Saúde 1 do Guará I, onde Leandro Grass foi vacinado no âmbito da Campanha Nacional de Vacinação do Governo Federal, reforçando a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e das políticas públicas de atenção básica.
Na sequência, Grass seguiu para a região da Feira do Guará, onde uma tenda foi instalada ao lado do espaço comercial. Foi nesse local que ocorreram os encontros com moradores, apoiadores, lideranças políticas e comunitárias e com a juventude progressista da cidade. A escolha do local evidenciou o simbolismo da feira como espaço público, democrático e central na vida econômica e social do Guará.
Entre as lideranças presentes estavam a deputada federal Erika Kokay (PT), o ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, o ex-administrador regional do Guará Wagner Sampaio — representando o vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Ricardo Vale —, o ex-deputado federal Policarpo, além de dirigentes partidários, lideranças comunitárias e representantes de coletivos juvenis.
Para o ex-deputado federal Policarpo, a presença de Leandro Grass na Feira do Guará tem forte valor simbólico e político: “O Guará é um lugar com o qual eu tenho uma relação construída ao longo de muitos anos, tanto na vida pessoal quanto na trajetória política. Estar na Feira do Guará ao lado do Leandro Grass, que apresenta um projeto sério e comprometido com o Distrito Federal, é um momento muito simbólico. A receptividade das pessoas mostra que há espaço para uma política próxima, que escuta e respeita quem vive a cidade no dia a dia.”
Wagner Sampaio também destacou a importância do método adotado por Grass, baseado na escuta direta da população: “A vinda do Leandro Grass ao Guará é extremamente importante. Ele começa ouvindo a comunidade, os feirantes, a juventude e a população em geral, o que demonstra sensibilidade e compromisso com a construção de um programa de governo voltado às reais necessidades da cidade.”
Após os encontros na tenda, Leandro Grass percorreu a Feira do Guará, conversando diretamente com comerciantes e trabalhadores. Em seguida, reuniu-se com a diretoria da Associação do Comércio Varejista dos Feirantes do Guará (Ascofeg), entidade historicamente reconhecida como a legítima representação da categoria.
Durante a reunião, Grass fez duras críticas à atuação do Governo do Distrito Federal: “Nós estamos muito preocupados com a situação da Feira do Guará porque o GDF negligenciou a importância dessa feira e tomou encaminhamentos irregulares e irresponsáveis, que geraram insegurança jurídica, instabilidade entre os feirantes e afronta à legislação. As associações que têm história precisam ser respeitadas, e a feira não pode ser instrumentalizada politicamente.”
Ele afirmou ainda que irá acionar os mandatos parlamentares e órgãos de controle para buscar uma solução institucional: “A associação legitimamente eleita precisa trabalhar em paz, sem constrangimentos.”
A posição da Ascofeg foi reforçada pelo presidente da entidade, Valdinei Lima, que fez questão de destacar o caráter plural, democrático e suprapartidário da Feira do Guará. Segundo ele, a visita de Leandro Grass, assim como de outras lideranças políticas, deve ser compreendida dentro dessa lógica:“Em relação à visita do Leandro Grass, da Erika Kokay, do Policarpo e de muitos apoiadores aqui na Feira do Guará, é importante deixar claro: a Feira do Guará não tem partido. A Feira do Guará é um espaço aberto, que recebe todos.”
Valdinei foi enfático ao afirmar que a feira não faz distinção ideológica ou partidária:“Tanto faz ser oposição, tanto faz ser base do governo, tanto faz ser centrão, direita ou esquerda. Não interessa. A Feira do Guará recebe todos da mesma forma. Recebemos ontem o Leandro Grass e, se vier Ibaneis, se vier a Celina Leão, se vier Arruda ou qualquer outro candidato, seja para o governo, para distrital ou para federal, todos serão recebidos de braços abertos.”
O presidente da Ascofeg também ressaltou a importância de que candidatos e gestores públicos conheçam de perto a realidade das feiras: “É muito importante que eles compareçam às feiras, não só à Feira do Guará, mas a todas as feiras de Brasília, para entender os problemas que existem e o que pode ser feito. A Feira do Guará tem 645 blocos. É um público muito grande, com uma quantidade expressiva de votos.”
Segundo Valdinei, o apoio da categoria não se constrói por discurso, mas por presença e diálogo real: “Quem é candidato precisa vir à feira, sentar com a associação legítima que está no comando, conversar, entender os problemas, andar na feira, começar como feirante para poder ajudar da melhor maneira possível. A Ascofeg não tem partido. Base, oposição, centrão, direita ou esquerda: qualquer um que vier aqui será recebido do mesmo jeito.”
A visita também foi avaliada positivamente pelas forças progressistas locais. A presidente da Zonal do PCdoB no Guará, Juliana Krause, afirmou que a agenda fortaleceu a mobilização política e deu visibilidade às pautas comunitárias:“A visita de Leandro Grass ao Guará permitiu que lideranças apresentassem as necessidades locais, fortaleceu a participação da juventude e promoveu o debate sobre um plano de governo voltado às pessoas, num contexto de percepção de abandono da população do Distrito Federal.”
Ao final da agenda, a passagem de Leandro Grass pelo Guará consolidou-se como um ato político que ultrapassou o protocolo de pré-campanha. Marcada pela escuta, pelo diálogo plural e pela denúncia de problemas estruturais, a visita reforçou o papel da Feira do Guará como espaço público, democrático e central na vida da cidade, além de evidenciar a cobrança por respeito à sua história, às entidades legítimas e à legislação que rege as feiras do Distrito Federal.





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