Folha do Guará

Guará recebe caminhada de conscientização contra o feminicídio no sábado

Idealizado pela sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, movimento promove união, acolhimento e mobilização social em defesa da vida das mulheres.

O Guará será palco, no próximo 18 de julho, da Caminhada Contra o Feminicídio, iniciativa do movimento Mulheres em Movimento Contra o Feminicídio, que busca conscientizar a população sobre a violência de gênero, fortalecer redes de apoio e mostrar que nenhuma mulher está sozinha.

A concentração será às 9h, no estacionamento do McDonald's do Guará I, com largada prevista para as 9h30. Mais do que uma atividade esportiva, a iniciativa é um ato de mobilização social em defesa da vida das mulheres. Além da caminhada, o movimento também incentiva a corrida e o ciclismo como formas de ampliar a visibilidade da causa. Os participantes receberão café da manhã e certificado de participação.

Segundo a organização, os encontros são realizados em diversas Regiões Administrativas do Distrito Federal para promover momentos de escuta, acolhimento e conscientização. "Queremos dar voz às vítimas, fortalecer redes de apoio e mostrar que nenhuma mulher está sozinha", destaca o movimento.

Embora as mulheres sejam as protagonistas da mobilização, os homens também são convidados a participar. "Os homens que apoiam, respeitam e defendem essa causa são muito bem-vindos. A luta pelo fim do feminicídio é responsabilidade de toda a sociedade."

À frente da iniciativa está Jéssica Cytrus, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, que transformou sua história de superação em uma missão de conscientização.

"Carrego uma história que quase me tirou a vida, mas que também me deu um propósito. Sou sobrevivente de uma tentativa de feminicídio e hoje transformo essa vivência em ação", afirma.

Para a organização, cada caminhada representa um passo em direção a uma sociedade mais justa, onde a igualdade, o respeito e a proteção à vida das mulheres sejam prioridades. "O feminicídio tira vidas todos os dias, e o silêncio não pode mais existir. Esse movimento transforma dor em ação: somos união, voz e luta por um futuro sem medo para nenhuma mulher."

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